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sábado, 20 de setembro de 2014

Livro X Filme: O Doador de Momórias

Baseado no aclamado e premiado romance de Lois Lowry, “O Doador de Memórias” conta a história de um mundo perfeito, onde não existe sofrimento, fome, guerra ou inveja. A paz e a concórdia reinam em diversos aspectos nas Comunidades de um lugar chamado Mesmice. Porém, a perfeição tem um preço. É tirada dos habitantes de coisas simples – cores, animais e diferenciações climáticas – as mais complexas – emoções e sentimentos.

Quando completam 12 anos, as crianças passam por uma cerimônia que tem por objetivo definir a atividade que a elas serão atribuídas pelo resto de suas vidas. Jonas (Brenton Thwaites) é o escolhido para ser o próximo Recebedor de Memórias – o único que saberá o que aconteceu num passado remoto. Durante o treinamento, o garoto conhece as cores, a música e o amor, mas também “vivencia” através das memórias, o ódio pelo próximo, o sentimento de perda e tantos outros aspectos que tornam os seres humanos desprezíveis. Rapidamente, Jonas reconhece que todos vivem numa mentira e decide reverter a situação com a ajuda d’O Doador (Jeff Bridges).

A essência do filme é captada conforme é descrita no livro. Foram feitas algumas alterações, mas nada que alterasse bruscamente o belíssimo original. No livro, por exemplo, Jonas e seus amigos são crianças. No filme, para fisgar a atenção do público-alvo os personagens possuem 16.

Diferente das distopias mais recentes (Jogos Vorazes, Divergente e tantas outras) a sociedade não é vítima de um governo totalitário, pelo contrário: teoricamente, todos são “felizes” bem alimentados e tratados em pé de igualdade. Entretanto, fez-se necessário (e isso foi algo extremamente importante na adaptação cinematográfica) atribuir a Chefe dos Anciãos (Meryl Streep) o papel de vilã que possui como discurso oficial “a função de proteger o indivíduo de si mesmo”.

O filme pode parecer monótono no início, mas não se deixe enganar! Assim como o livro, merece ser aplaudido e indicado.

Assista abaixo o trailer da adaptação.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Livro X Filme: As Vantagens de Ser Invisível

Editora: Rocco
Autor: Stephen Chbosky
Adicione: SKOOB
A obra do americano Stephen Chbosky virou febre no Brasil em 2013 com o lançamento de sua adaptação para o cinema, que contou com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller no elenco. A história é narrada por Charlie (Lerman), que, através de cartas a um destinatário não revelado, conta sobre sua vida, seus sentimentos e descobertas no primeiro ano do colegial. O adolescente, que se recupera de uma depressão após o suicídio de seu melhor amigo e ainda sente muita saudade da tia, que morreu num grave acidente, conhece dois veteranos, Sam (Watson) e Patrick (Miller), que o recebem em seu grupo de amigos e o ajudam a superar suas dificuldades.

A história aborda assuntos da vida adolescente que, apesar de ser um tema já apresentado muitas vezes, propõe uma visão diferente das mais populares, a visão de um garoto ingênuo e simpático que está descobrindo um mundo completamente novo, repleto de novas experiências, festas, drogas e a descoberta do primeiro amor. A leitura não é difícil e a trama te prende do início ao fim, fazendo com que as 224 páginas acabem num piscar de olhos. O autor também trata de assuntos menos discutidos na literatura juvenil, como a sexualidade, mostrando diversas variantes do assunto.

A adaptação foi muito fiel ao livro, recebendo ótimas – e merecidas – críticas, assim como os atores. O filme consegue passar muito bem as confusões mentais e sentimentais do protagonista, deixando claro todos os detalhes da história, mesmo para aqueles que não leram o livro. Minha única decepção quanto à versão cinematográfica foi a falta de uma cena de luta que ocorre no livro e mostra que a fragilidade do protagonista se limita ao emocional. Mas o produto final ficou extremamente bom.


Apesar de o livro ser mais detalhado (o que é inevitável), os dois são obras regidas com maestria que encantaram o público e a crítica ao redor do mundo.


sábado, 19 de outubro de 2013

Livro x Filme - Precisamos Falar Sobre o Kevin


 
A autora Lionel Shriver (sim, é mulher) não é muito conhecida por aqui, mas certamente você já ouviu falar de ‘’Precisamos falar sobre o Kevin’’.  Pois o livro é dela, virou um best-seller, ficou conhecido por tratar de um tema polêmico e acabou virando filme em 2011. A obra conta a história de Kevin Khatchadourian, um menino de 16 anos que mata nove pessoas da escola onde estudava no subúrbio de Nova York. Até aí parece uma história sem muito diferencial, apesar de tratar de um tema (infelizmente) muito comum nos Estados Unidos.
 Acontece que o livro é escrito de uma forma totalmente inusitada e quem passa a ganhar maior destaque é Eva, mãe de Kevin, que é a narradora. Ela faz uma espécie de retrospectiva de seus dias desde quando conheceu o marido até sua vida após, como ela mesma chama, a quinta-feira, sempre tentando enxergar o que havia de errado com o menino que seu marido tanto amava e descobrir se a culpa de tudo realmente era dela (como o tribunal decidiu após o julgamente de Kevin). Quando o filho nasceu, Eva abriu mão de tudo que mais amava no mundo: sua empresa bem sucedida, sua vida de viajante, a cidade grande e, de certa forma, seu marido. Mas tudo isso vai acontecendo aos poucos, o livro possui um tempo psicológico, Eva mistura passado e presente, buscando refletir sobre tudo por que passou e compreender melhor o que levou o filho a virar o autor de uma chacina.
Preciso confessar que a narrativa fica um pouco pesada por causa disso (pesada não quer dizer chata, de maneira alguma), o que faz a gente demorar um pouco pra pegar o ritmo do livro, mas aos poucos você se acostuma e não consegue mais largar.  O filme procura manter esse estilo do livro, indo ao passado e voltando, e eu achei ótima a tentativa de ser fiel à obra original, o problema é que acaba ficando um pouco confuso (se você não leu o livro, não recomendo que assista, porque é provável que não entenda muito bem). Além disso, quase não tem diálogo, isso faz ele ficar meio entediante. O clímax da história, a chacina, não tem praticamente nenhum destaque, outro ponto negativo.  E aquilo que sempre acontece com livros que viram filme: mudança de cenas, falas e acontecimentos. Bom, não dá pra negar, se você gosta de ler e gosta de um enredo mais sério, o livro vale mil vezes mais que o filme.
Pra você que gostou, vou deixar aqui embaixo minha crítica favorita, que foi a do jornal O Globo, e eu acho que traduz perfeitamente aquilo que eu senti enquanto lia (e espero que você também sinta): ‘’Um livro obrigatório por inúmeras razões; uma bofetada a cada página. Nunca gostei de apanhar, mas este livro de nocauteou e ainda terminei dizendo quero mais.’’

Ah, tem também o trailer do filme, pra quem ainda não viu:



-Luisa Barbosa.




sábado, 28 de setembro de 2013

Livro x Filme - O Lado Bom da Vida


O livro conta a vida de Pat Peoples, um divorciado com mais de 30 anos recém saído de uma instituição psiquiátrica - "o lugar ruim". Ele acredita fielmente em finais felizes e faz tudo o que pensa que agradaria Nikki, sua ex-esposa para poder se reconciliar com ela e enfim terminar o "tempo separados".

A história é narrada pelo próprio Pat, como um diário onde ele conta a vida dele ("o filme da minha vida"). Não lembra o que fez para ser internado, sempre surta quando ouve Kenny G tocar e seu pai se quer olha para ele. Em um jantar na casa do amigo Ronnie conhece a cunhada dele, Tiffany, que também tem problemas psiquiátricos. Com o tempo e insistência da mãe, do psiquiatra e da própria Tiff, tornam-se amigos. Ela acaba tendo um papel importante na recuperação de Pat. 

Com 8 indicações ao oscar e um vítória (melhor atriz), o filme com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence  diverge do livro em vários aspectos. O pai de Pat tenta ter uma relação amigável com ele e é viciado em apostas. Não focam muito nos jogos de futebol americano, só o necessário, o que me agradou bastante porque não entendo nada sobre o esporte! Tiffany também age de uma maneira diferente, fala mais, se aproxima mais rápido de Pat. Mas a maior alteração que fizeram está na reação de Pat quando ele descobre o que Tiff fez (não vou escrever sobre o que ela fez porque é spoiler).

O lado bom do livro é poder acompanhar e perceber as situações inusitadas da vida de Pat através de seu ponto de vista diferente, um pouco perturbado e por isso divertido, sempre buscando o final feliz de tudo. Acho que o filme, apesar das diferenças, conseguiu capitar a essência do livro. E tenho que confessar que gostei mais da adaptação do cinema. rs 



Aqui em baixo está o trailer do filme.



Qual dos dois vocês gostaram mais?

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