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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

RESENHA: O Projeto Rosie

Editora: Record
Autor: Graeme Simsion
Páginas: 320
Adicione: SKOOB
Enfim um romance real, onde nem tudo são flores e contos de fadas!

Dom Tillman, o protagonista, é um geneticista e professor universitário de 39 anos que está procurando uma esposa. Entretanto, ele é uma pessoa um pouco diferente, tem toda a sua semana esquematizada, não consegue perceber sarcasmo e não é muito bom em se relacionar com as pessoas. 

Ao perceber que os poucos encontros que tivera na vida não passaram do primeiro, Dom resolve mudar de tática. O professor desenvolve um questionário com dezenas de perguntas para filtrar melhor as candidatas ao cargo de "par ideal". À partir daí começa o projeto esposa.

Só que ele é um tanto exigente. A pretendente ideal não pode fumar, beber muito, ser vegetariana, deve ser pontual, minimamente inteligente, entre outras coisas. 

Porém, quando ele conhece Rosie as coisas começam a desandar. Ela é garçonete, nada pontual, fumante e vegetariana, ou seja, está longe de ser a esposa ideal. Mas enquanto ele a ajuda a descobrir quem é seu verdadeiro pai, Dom começa a perceber sentimentos diferentes dentro de si. Percebe também que o nosso coração nem sempre está de acordo com a nossa razão.



O personagem principal me lembrou muito o Sheldon Cooper da série The Big Bang Theory, os dois não entendem sarcasmo, não são bons em relacionamentos e são muito metódicos. E é essa personalidade que permite que os dois personagens sejam tão divertidos. Eu sempre rio com o Sheldon e ri bastante com o Dom Tillman também!

Vou terminar essa resenha com um comentário pertinente da minha amiga Camila sobre o livro:

"Um romance sensacional, sem aquela coisa de 'homem lindo, poderoso e autoconfiante' e sim um cara completamente desajustado socialmente, assustadoramente coordenado, que ao mesmo tempo não deixa de ser charmoso, engraçado e envolvente." 



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

RESENHA - A Escola do Bem e do Mal

Editora: Gutenberg 
Autor: Soman Chainani
Páginas: 346
Adicione: SKOOB
Descobri esse livro na Bienal do Livro de SP e quando li a sinopse tive que comprar!

Gavaldon é um povoado que sofre com uma maldição, a cada 4 anos duas crianças são raptadas e levadas para A Escola do Bem e do Mal. Na Escola do Bem os alunos são preparados para serem as princesas e os herois dos contos de fadas, enquanto na Escola do Mal os ensinam a serem os vilões mais terríveis. 

Logo no início do livro conhecemos duas amigas. Sophie é uma das meninas mais lindas de Galvadon, que sonha em ser raptada para virar uma princesa, já Agatha vive em um cemitério, só anda de preto, é mal-humorada e acredita que A Escola do Bem e do Mal é só uma lenda. 

O dia chega, a décima primeira noite do décimo primeiro mês, os pais trancam as portas e as janelas de suas casas na tentativa de proteger seus filhos. Entretanto, ninguém pode evitar que as duas amigas sejam raptadas pela misteriosa sombra. Mas parece que o diretor da escola comete um terrível engano ao deixar Sophie na Escola do Mal e Agatha na Escola do Bem. 

Enquanto Agatha tenta descobrir um jeito de voltar para casa, Sophie tenta desfazer o erro e voltar para a sua verdadeira escola para se tornar uma princesa. Quanto mais tempo as meninas passam na Escola do Bem e do Mal, mais descobrem que a percepção que elas têm sobre si mesmas seja bem diferente da realidade.

Eu gostei muito do livro! Hoje vejo muitos livros misturando as histórias de contos de fadas e criando novas versões, mas Soman Chainani conseguiu criar um universo mágico original. Tenho que confessar que durante a leitura lembrei de Harry Potter. Calma, calma, calma! Não estou comparando uma história com a outra! A Escola do Bem e do Mal mistura magia, aventura, amizade, a disputa do bem contra o mal e mistério, e foi essa mistura toda que me fez lembrar de Harry Potter (mas as histórias são totalmente diferentes!).

O final foi um pouco corrido, muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e alguns mistérios não foram muito bem solucionados, mas o livro tem continuação e acredito que no próximo as coisas ficarão mais claras. Tirando isso, o livro é sensacional, além da capa ser linda e ter ilustrações incríveis!

"Na floresta primitiva
Há duas torres erguidas
Na Escola do Bem e do Mal 
A Pureza e a Malícia.
Quem nelas ingressar
Não tem como escapar
Se um conto de fadas
Não vivenciar..."




sábado, 6 de setembro de 2014

RESENHA - Ouro, Fogo e Megabytes

                                                   Viva a cultura brasileira! 
Sinopse: "Como esconder uma suspensão escolar dos pais, resgatar uma criatura mágica das garras de uma poderosa e mal-intencionada corporação e ainda por cima salvar o país de um desastre sem precedentes?
Anderson Coelho, um garoto nada extraordinário de 12 anos, divide sua vida entre a pacata realidade escolar e uma gloriosa rotina virtual repleta de aventuras em Battle of Asgorath, jogo de RPG online em que jogadores do mundo todo vivem num universo medieval, cheio de fantasia. Lá, Anderson – ou Shadow, nome de seu avatar – tem vida de estrela: é o segundo colocado do ranking mundial. E são justamente suas habilidades que chamam a atenção de uma misteriosa organização, que o escolhe para comandar uma missão surpreendente junto com um grupo de ecoativistas nada convencionais.
Ao embarcar para São Paulo, Anderson mergulhará de cabeça em uma aventura muito mais fantástica que as vividas em seu computador. Os encontros com hackers ambientalistas, ativistas com estranhos modos de agir e muitas criaturas folclóricas oferecerão a Anderson Coelho respostas não só sobre sua missão, mas também sobre sua própria vida, enquanto um novo mundo se descortina diante de seus olhos."

 Com certeza você deve saber o que é uma fada, um hobbit, um unicórnio ou um vampiro. Mas será que você sabe o que é um caipora, um capelobo, um saci ou a Mão D'ouro? Talvez conheça o saci. 

A predominância da mitologia estrangeira é clara no Brasil. E fiquei me perguntando: por que negligenciamos as lendas brasileiras? Acho que ainda existe um preconceito com a palavra "folclore", muitos a ligam a algo chato e desinteressante, não o valorizamos e esquecemos que faz parte da nossa história e cultura. Acho que parte da culpa é das escolas que transmitem as lendas brasileiras de modo pouco dinâmico, o que acaba criando pouco interesse nos jovens e nas crianças. 

Eu mesmo não tinha muita vontade de conhecer mais do folclore brasileiro. Até ler esse livro. 

Em Ouro, Fogo e Megabytes, primeiro livro da série O Legado Folcórico, conhecemos a vida de Anderson, um menino de 12 anos que ama vídeo game. Suas habilidades no jogo Battle of Asgorath chamam a atenção de uma organização um tanto diferente. A Organização precisa da ajuda de Anderson para um missão diferente, perigosa e mágica. E, aos poucos, o menino vai descobrindo que a fantasia vai muito além de seus jogos online. 

Felipe Castilho dá uma nova oportunidade para o folclore brasileiro, criando uma aventura atual, com toques de mistério e magia. Nos mostra que as lendas brasileiras são tudo, menos desinteressantes. Acredito, sinceramente, que essa série - O Legado Folclórico - está a altura de Percy Jackson e As Reinações de Narizinho. Ao ler fiquei com muita vontade de escrever algo com personagens do nosso folclore, quem sabe um dia... :D

Recomendadíssimo! 




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

RESENHA - Sombra e Ossos

Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Ano: 2013
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Um dos melhores livros de fantasia que li! 

Já tinha falado dele no vídeo Caixa de Correio.

Logo no início do livro somos apresentados às terras mágicas de Sombra e Ossos com uma mapa muito bem elaborado e útil. Utilizei-o muitas vezes para me situar na história. (Mapa no final da resenha)

A personagem principal é Alina Starkov uma órfã que cresceu junto com seu melhor amigo Maly em um orfanato, por quem também é apaixonada. Ela não tem nada de especial, pelo contrário, é muito magra, não muito bonita e a única coisa que sabe fazer um pouco melhor é desenhar. 

Quando crescem, Alina e Maly são convocados pelo regime militar de Ravka. Maly trabalha como soldado e rastreador e Alina como cartógrafa (pessoa que desenha mapas). 

Tudo o que as pessoas, o exército, o Rei e os Grishas - pessoas com diferentes poderes mágicos - de Ravka querem é destruir a Dobra das Sombras, também conhecido como Não Mar (the unsea) para conseguirem chegar em suas cidades portuárias. O Não Mar é um lugar inóspito com fumaça negra onde existem criaturas horríveis. 

Em uma das expedições à Dobra das Sombras, Alina e Maly acabam sendo atacados pelos terríveis predadores e ela acaba revelando um poder que ninguém imaginava, nem mesmo ela. Agora Alina é uma Grisha e, por isso, é levada para o Pequeno Palácio para ser treinada. 

O misterioso Darkling, líder e mais poderoso entre os Grishas, conta com ela para destruir a Dobra das Sombras. Entretanto, ela não tem certeza se será realmente capaz de ajudar, não somente a ele, mas a todo o povo de Ravka. 

Leigh Bardugo está de parabéns! A história é muito bem elaborada, com reviravoltas impressionantes. Ainda não acredito em certas coisas que aconteceram, e por mais que eu quisesse que alguns caminhos tivessem sido traçados de uma maneira diferente, gostei muito do final. 

Algumas pessoas disseram que o início é um pouco arrastado e os nomes são difíceis de gravar. Os nomes dos diferentes tipos de Grishas e lugares são realmente complicados e demoram um tempo até nos acostumarmos. Porém, isso não me atrapalhou nem um pouco e me vi vidrada na história desde o início. Recomendado! 5 estrelas! 



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Resenha: O segredo de Emma Corrigan

Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Assunto: Chick Lit
Ano: 2003
Páginas: 383
Adicione: Skoob
Sinopse: Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público - foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil - e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.
Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida?
Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional - e voltar às boas com o pessoal do escritório - Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando.



Mais um livro do gênero Chick Lit, O Segredo de Emma Corrigan é uma leitura leve para aqueles momentos que você deseja somente se deliciar com algo mais light e dar umas boas risadas. A primeira parte do livro é bem engraçada com situações realmente surreais, daquelas que você sente vergonha alheia, mas fica cheia de curiosidade para saber o que vai acontecer. Eu realmente ri bem alto das piadas desse livro a ponto das pessoas ao redor ficarem olhando para mim depois.

Bem, a Emma trabalha em uma empresa multinacional conhecida no mercado que ficou famosa por vender um refrigerante chamado Panher Cola, mas eles também fazem outros produtos. Quando ela tem uma grande chance de progredir na empresa e receber uma promoção, Emma vai até uma reunião na Irlanda para tentar conseguir algo. Mas vocês já devem imaginar o que aconteceu por lá né? Rs Tudo vai de mal a pior na reunião e acontecem coisas inimagináveis. Assim começa o livro e aí vai desenrolando a história com a protagonista voltando para casa, arrasada pelo o que ocorreu. O problema é que ela tem medo de avião, e após ter bebido uns bons drinks no aeroporto, para tentar esquecer o que ocorreu em Glascow, misturado com algumas turbulências no vôo, ela acaba contando todos seus segredos para um desconhecido. Ah mas tudo bem, ela não vai encontrá-lo de novo, vai? Pois bem, o dito cujo não era nada mais nada menos que o dono da empresa, o fundador e presidente? Que coisa hein. E agora? Como lidar com tudo isso sabendo que sua vida está nas mãos do seu chefe?

Enfim, a partir daí temos que lidar com as consequências do que Emma arranjou, certo? Aí é que acontecem as maiores peripécias de Emma e é claro que não podia faltar, ela se vê balançada entre seu namorado Connor e esse homem misterioso do vôo que é o seu chefe Jack Harper.

Gostei desse livro, mas não foi o meu favorito da Sophie Kinsella. Acho Os delírios de consumo de Becky Bloom muito mais engraçado e muito mais bem construído. A premissa tinha tudo para dar certo, mas tive a impressão que a autora criou inúmeras situações para ser mais engraçado e não conseguiu, o que deixou o livro bem enrolado. Ficou bem cansativo depois chegar até o final, pois no meio houve um redemoinho de situações que me deixaram bem confusa, mas não é um livro ruim e eu dei 4 estrelinhas no skoob por causa disso. Ta aí, recomendo para que gosta de rir e de confusão rs.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Resenha: A outra volta do parafuso


Titulo: A outra volta do parafuso
Autor: Henry James
Editora: Abril coleções
Assunto: Terror psicológico
Ano: 2010/ Original: 1889
Páginas: 177
Adicione: SKOOB
Sinopse: A primeira cena de A outra volta do parafuso narra uma reunião de amigos, que se divertem contando histórias de horror numa velha casa em Londres. Um deles, Douglas, diz conhecer a mais terrível de todas as histórias de fantasmas, e esclarece que ela lhe foi confiada por uma amiga, a narradora e protagonista dos fatos. Essa amiga é uma jovem professora que aceita se mudar para a propriedade de Bly, nos arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças. Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a jovem seja a governanta da casa. Ao chegar à propriedade, ela logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa. Mais de cem anos depois de sua publicação, A outra volta do parafuso continua apaixonando uma legião de leitores que são aprisionados pelo enredo fantasmagórico do livro. 

Resenha: Mudando um pouco os gêneros literários, hoje vou fazer a resenha pra vocês de um livro clássico.  Um clássico do terror muaaaaaahaha. A outra volta do parafuso é um livro de Henry James, escrito em 1889 e é uma das obras primas do autor, que teve até um telefilme em 1959 e muitos outros filmes inspirados nele como por exemplo Os inocentes e Os Outros com Nicole Kidman.

Essa capa da foto é a edição que eu tenho que é muito bonita. É da Abril coleções que possui vários clássicos, eu adoro essa edição. O livro é bem curtinho tenho apenas 177 páginas.
Vamos lá.

O livro começa de um forma bem clichê no gênero de terror. Crianças contando histórias de horror em volta de uma lareira. Douglas, que é o personagem que narra a história, inicia falando que essa vai ser a história de terror mais monstruosa que já ouviram na vida. Desse modo entra já na história do livro que começa a ser narrada por uma personagem feminina. Ela está numa entrevista de emprego e logo de cara já percebemos que ela se encanta pelo patrão e dessa forma ela já aceita o emprego proposto. O emprego é numa cidadezinha da Inglaterra chamada Bly, no qual ela teria que cuidar dos sobrinhos dele. Ela seria a governanta da casa, pra cuidar deles de forma que não o incomode e não o chame em hipótese alguma. Chegando lá ela se depara com uma mansão vitoriana, muito grande, bonita e muito bem cuidada, na qual é recebida pela Mrs Grose, que é muito hospitaleira e é como se fosse a governanta geral, mas a personagem principal fica um pouco com pé atrás com essa gentileza toda, esse desespero. Lá ela conhece Flora, uma das crianças e se dá bem logo de cara com a menininha, mas ela fica sabendo que Miles, que é o irmão da Flora, ainda vai chegar de férias, está no colégio interno. Da mesma forma ela se dá muito bem com as crianças, mas ela fica o tempo todo se indagando sobre a sua felicidade, se ela merecia tudo aquilo, enfim.

Depois de uns dias, chega à mansão uma carta da escola, avisando que o Miles foi expulso, alegando que ele ameaça a integridade das outras crianças. Nesse momento a protagonista fica apavorada com essa notícia, fica bem abalada e nem questionou o menino do que possa ter acontecido. Isso me irritou bastante no livro, pois ela não fez nada. Acho que é uma característica da época, não sei e não entendi direito porque ela não perguntou o que aconteceu.

Assim seguem a vida normal, até que um dia ela está no jardim e olha pra janela ao longe e vê uma aparição, a imagem de um homem na janela. Desse modo ela leva um susto, ela procura, dá a volta mas não encontra ninguém. Assim ela vai e questiona a Mrs Grose, sobre quem poderia ser e a governanta diz que não tem mais nenhum empregado na casa. Outro dia ela está no lago, ela vê uma visão de uma mulher , uma imagem mais forte, do outro lado da margem, uma mulher muito feia, e percebe que Flora esta olhando na mesma direção, mas não faz nada, não exibe nenhuma reação. Então ela fica muito apavorada e Mrs Grose diz a mesma coisa. Depois de um tempo que as aparições começam a ser mais constantes ela fica obcecada em proteger as crianças .

Bom, aí fica o questionamento na nossa cabeça também se é real ou não, dá um pouco de medo. Todas as falas do personagem também tem duplo sentido e mistério. Não posso falar mais coisas senão é spoiler.
O livro é muito bom, nada é explícito,  o leitor fica em dúvida o tempo todo até chegar ao final e o escritor deixa várias margens pra interpretação.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

RESENHA: Blue Bloods

Blue Bloods é mais uma história sobre vampiros. E não é a melhor delas.
Editora: iD
Autora: Melissa de La Cruz
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Vampiros existem há séculos e nos últimos anos têm conseguido conviver em harmonia com os Red Bloods - pessoas comuns. Eles vivem em sociedade e são regidos pelas leis do Comitê liderado por alguns Blue Bloods. Os vampiros não podem sugar todo o sangue de um ser humano, eles devem fazer vários familiares humanos e sugar um pouco do sangue de cada um, para que nenhum morra, essa é uma das regras do Comitê. 

Os Blue Bloods são chamados assim por terem o sangue azul e é nele que suas memórias são guardadas e se mantêm vivas. Quando um vampiro quer deixar este ciclo, seu sangue é guardado para ser gerado um novo ser e as memórias das outras vidas continuam. É mais complicado que isso. 

Eles não podem ser mortos, nada os afeta. Alho? Não. Crucifixo? Nã-ãn. Sol? Os fortalece, na verdade. Porém, eles vieram para a America como fugitivos. Estavam fugindo de algo ou alguém que podia sim matá-los. 

O livro tem e não tem um personagem principal. A narrativa não foca em um personagem, conta a história de vários ao mesmo tempo. Todos alunos ou parentes de alunos da Duchesne School. Mas coloca como principal a jovem Schuyler. Ela é uma estudante comum, pelo menos acha que é. Ela é pouco popular, na verdade, ela e seu melhor, Oliver, são os excluídos do colégio. 

As coisas seguiam sua normalidade até uma aluna, Aggie Carondolet, estudante do Duchesne School, morrer, e os boatos diziam que a jovem morrera de overdose. Entretanto, ninguém sabe dizer ao certo qual a verdadeira causa da morte, pois Aggie era uma Blue Blood e, teoricamente, nada poderia matá-la. 

Parecia que a história estava se repetindo, outros Blue Bloods também foram mortos. E o Comitê considerava a única coisa que realmente poderia matá-los apenas uma lenda. 

O livro não está entre meus favoritos, nem de longe. Achei que a história demorou muito para se desenvolver. A relação de parentesco ou não parentesco ficou confusa também. Muita estranha história dos irmãos Force, por sinal - fiquei esperando uma explicação e não veio. 

Vampiros nunca foram meu tema favorito e Blue Bloods não aumentou em nada minha estima por eles. 


sábado, 21 de junho de 2014

RESENHA: Melancia

Editora: Bertrand Brasil
Autora: Marian Keyes
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Me venderam esse livro como uma comédia romântica, mas o considero mais como um drama romanceado com uma pitada pequena de humor. Não levo isso como algo ruim do livro, é só um esclarecimento. 

Em melancia acompanhamos as desventuras de Claire. É como um diário da personagem principal, ela conversa com o leitor durante toda a leitura.

 Após dar a luz a uma menina é abandonada pelo marido e acaba tendo que voltar para a casa dos pais com a filha recém nascida. Claire passa por muitos altos e baixos, tem que lidar com a nova condição de mãe solteira, superar o abandono do marido, aturar a irmã adolescente, entre outras coisas. Ela ainda tem esperança que o marido, James, apareça em sua porta pedindo desculpas por trocá-la por outra e deixá-la tão desamparada em um  momento tão delicado. 

Porém, isso não acontece, não tão cedo pelo menos. E chega o momento no qual Claire se reergue e decide seguir em frente. E nesse momento aparece Adam, um jovem alto, bonito, simpático, inteligente e todas as qualidades que uma mulher deseja. Ele mexe com ela, entretanto, Claire não consegue se deixar levar por um novo romance. 

O livro se arrasta um pouco por ser muito detalhado, toda vez que a personagem lembra de algo passado, ela reconta toda a cena vivida por ela. É um livro de lembranças, as lembranças de Claire. Do presente ela volta para quando conheceu seu marido, depois retoma a história presente e volta para quando tomou quase toda a bebida da casa na adolescência, e assim por diante. 

Apesar de ter demorado a chegar, gostei do final e como tudo se resolveu, como ela enfrentou o marido e conseguiu se restabelecer. Talvez eu não tenha gostado tanto pela diferença de idade e realidade da personagem, mas sei que muita gente ia gostar das complicações de Claire

quarta-feira, 18 de junho de 2014

RESENHA: A maldição do tigre

Editora: Arqueiro
Autora: Colleen Houck
Páginas: 344
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Este livro não estava na minha lista de mais desejados e, talvez por isso, eu tenha me surpreendido bastante com ele. A história é repleta de amizade, romance, aventura e muita mitologia indiana - da qual eu não sabia nada e adorei conhecer! Se você, como eu, gosta de conhecer/ler coisas novas e diferentes vai gostar deste livro! 

Kelsey Hayes é órfã e precisa arranjar um emprego de verão para conseguir juntar dinheiro para pagar a faculdade. Com a chegada de um circo à cidade surge a oportunidade de trabalhar cuidando dos animais, vendendo ingressos e o que mais for preciso. 

Lá ela acaba tendo que trabalhar também com Ren, o grande tigre branco. E por maior e mais ameaçador que ele pareça, ela não se sente em perigo com ele, pelo contrário, os dois parecem criar um vinculo a cada dia que passa. 

Quando o circo está prestes a partir um homem aparece interessado em comprar o tigre e oferece a Kelsey um novo emprego: passar um tempo na Índia com tudo pago para cuidar do animal.  Para ela é uma grande oportunidade; além de conhecer um país diferente, Kelsey poderá passar mais tempo com Ren. 

Já na Índia, Kelsey e Ren se perdem no meio de uma floresta e o grande segredo é descoberto. Ren aparece na forma de homem e revela a ela que, na verdade, ele é Dhiren, um príncipe indiano amaldiçoado. 
"- Então, o que você é? Um homem que se tornou tigre ou um tigre que se transformou em homem? Ou você é um lobisomem? Se me morder eu também vou virar tigre?" (Pagina 84)
E se já não bastasse descobrir que seu tigre "de estimação" é um homem incrivelmente bonito, eles descobrem também que Kelsey é a única que pode quebrar a maldição do tigre


domingo, 25 de maio de 2014

Resenha: Ame o que é seu

''Como seria a vida se tivéssemos feito outras escolhas?''

Essa é a frase que permeia a vida da protagonista Ellen, a partir do momento em que reencontra seu ex namorado Leo, após 8 anos do término de seu relacionamento. Ellen é uma fotógrafa bem sucedida, casada com Andy, um advogado sulista e mora em Nova York. Ela está com a vida que sempre quis e se vê totalmente balançada pela volta desse amor do passado. Pra complicar as coisas, sua melhor amiga Margot é sua cunhada, irmã de seu marido, então ela não pode contar todas as novidades e tudo o que anda sentindo.

Com o reaparecimento de Leo, nossa protagonista começa a se questionar sobre coisas da sua vida e se realmente está no lugar onde deveria estar, sobre suas escolhas e ainda começa a se sentir culpada por merecer tudo aquilo que seu casamento perfeito a proporciona.

O livro vai se desenvolvendo por todas as indagações de Ellen, e como isso afeta sua vida com o marido, a cunhada, sua irmã e sua profissão. Uma coisa legal, que eu curti muito foi o toque que a autora deu aos questionamentos da protagonista também estarem entrelaçados com a perda da mãe.

''Sempre que houver escolha, haverá dúvida.''

Confesso que senti muita raiva da Ellen no início, mas me colocando no lugar dela depois comecei a torcer para o Leo. Eu sou meio do contra rs. Cada capítulo acontece alguma coisa no final que te surpreende e não se consegue largar. Acho que foi um dos livros mais rápidos que já li. Li em uma semana e provas, o que pra mim foi rápido contando que eu tinha coisas para estudar.

Esse foi o terceiro livro da Emily Giffin que eu leio, tenho todos lançados aqui. Espero que ela escreva mais. Os livros dela me contagiam pois falam sobre relacionamentos e seus personagens se encontram em situações bem reais. Recomendo para todas as mulheres de qualquer idade.


terça-feira, 22 de abril de 2014

RESENHA: Fazendo meu filme

Fazendo Meu Filme é inspirado na vida da própria autora, que quando mais nova se apaixonou por um grande amigo, ela também viajou para a Inglaterra e coleciona filmes. Paula Pimenta se formou em publicidade, mas descobriu que escrever é o que a faz feliz. 

O livro é praticamente um diário da personagem principal, Estefânia, que prefere ser chamada de Fani. Ela está no ensino médio, uma época divertida e turbulenta. Acompanhamos junto com ela suas dúvidas, medos,  expectativas e situações inusitadas. Coisas pelas quais toda adolescente passa. 

Entretanto. quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio para a Inglaterra e passar um ano na terra da rainha, muitas coisas mudam. Em especial, o relacionamento com o melhor amigo Leo. 

O mais legal do livro é a veracidade que ele transmite. Na relação com a família ou com os amigos; desde as mensagens de texto até as festas. Todos se identificarão com pelo penos um pedaço do livro ou com o livro inteiro!

"A primeira vez que eu senti que minha mãe não estava me tratando mais como criança, e em vez disso me deixar feliz, me deixou ainda mais desesperada, como se, de repente, eu tivesse caído na real de que tudo o que estava acontecendo era por minha culpa e de mais ninguém." página 186.
Me identifiquei na hora, pois já passei por essa situação! 

Fazendo Meu Filme é fofo como a autora. Adorei a lista de filmes favoritos e os trechos retirados de cada um deles iniciando cada capítulo. 
Os outros sete livros da Paula Pimenta, inclusive os três que dão sequencia à história de Fani, estão disponíveis nas livrarias ou no site da Gutenberg

domingo, 20 de abril de 2014

RESENHA: Estilhaça-me

Editora: Novo Conceito 
Autora: Tahereh Mafi
Adicione: SKOOB
"Sedutor, intenso, e cheio de romance. Estou com inveja. Não conseguia parar de ler." Lauren Kate, autora da série Fallen. 

O comentário da escritora Lauren Kate expressa bem meus sentimentos com relação ao livro. Fazia um tempo que não lia um livro que me prendesse tanto quanto Estilhaça-me

O livro é uma distopia - sim, outra! -, a sociedade é controlada pelo O Restabelecimento, que domina através de um sistema violento e ditatorial. O Restabelecimento assumiu o comando dizendo que salvaria a humanidade e trariam paz. Eles mataram os opositores, queimaram livros e artefatos históricos. Para eles a história humana devia ser apagada para poderem começar do zero. 

Juliette Ferrars é prisioneira em um manicômio. Ela tem tem um estranho tipo de poder/dom/maldição/doença que não permite que ninguém a toque; quando o fazem coisas ruins acontecem, a pessoa sente uma dor terrível e pode até morrer. 

O governo quer usá-la como arma na guerra. A ideia veio de Warner, líder do setor 45; bonito, sedutor e cruel, ele quer manipular Juliette e tê-la como companheira, mesmo sabendo que não pode tocá-la. 

Do outro lado está Adam, um antigo colega de escola, que agora é prisioneiro junto com ela. E por mais que ela queria, ainda não sabe se pode confiar nele ou não. Se deve se deixar atrais por ele ou não. 

Estilhaça-me tem ação, drama e muito romance. A autora, Tahereh Mafi, escreveu em uma narrativa diferente, um tanto literária; ela repete algumas palavras seguidamente e marca algumas com uma linha sobre elas para dar ênfase aos sentimentos e pensamentos da personagem principal. O final me surpreendeu mais ainda! ADOREI adorei adorei. 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

RESENHA: Quebra de Confiança

Autor: Harlan Coben 
Editora: Arqueiro
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Se você gosta de histórias de mistério que te prendem do início ao fim e te surpreendem completamente nas últimas páginas você precisa conhecer Harlan Coben. O autor americano – primeiro escritor a ganhar os três maiores prêmios da literatura policial estadunidense – mostra mais uma vez por que se tornou um dos maiores nomes dessa área literária com Quebra de Confiança, livro que inicia a série protagonizada por Myron Bolitar.

Após trabahar no FBI, Myron agora ganha a vida agenciando atletas. Seu principal cliente é Christian Steele, a maior promessa do futebol americano que se vê diante de uma história mal resolvida do passado. Um ano e meio atrás, a noiva do grande astro, Kathy Culver, desapareceu do campus da Universidade Reston sem deixar rastros, e a polícia não conseguiu descobrir nada além de uma provável agressão sexual. Mas após todo esse tempo, Christian recebe um exemplar de uma revista com a foto de Kathy num anúncio de disque sexo e, logo depois, um telefonema que parece ter sido dado por ela.

Com medo da repercursão que a mídia daria ao caso, Christian encontra em seu agente a única chance de descobrir o motivo dos recentes acontecimentos e este não hesita em ajudar. O que Myron não esperava é que a irmã de Kathy, Jessica, com quem havia tido um relacionamento no passado, retornaria à sua vida trazendo não só seus sentimentos de volta à tona, mas também um novo fator ao mistério: o pai das Culver havia sido assassinado há três dias no que aparentava ser um assalto que saiu do controle, mas Jessica acreditava que as duas tragédias que atingiram a família possuíam alguma ligação.

Myron vai então em busca da verdade com a ajuda de Win, seu melhor amigo, e a cada página a história fica mais impressionante e mais difícil de largar. O mistério fica mais complexo a cada capítulo e Harlan Coben mostra que as coisas nem sempre são como parecem. Até o fim do livro eu já havia pensado em diversas teorias para o desfecho daquele caso – e nenhuma delas estava certa. Mas esse é um dos motivos que me fez gostar tanto desse livro, poder acompanhar e tentar descobrir a  verdade junto com o protagonista e ainda se surpreender com o final.

Quebra de Confiança é uma obra que agrada a todos os gêneros e todas as idades. O autor consegue passar os pensamentos e sentimentos do protagonista sem se tornar repetitivo ou maçante, e a ironia, característica muito comum nos personagens, dá momentos cômicos à leitura.


Esse se tornou um dos meus livros preferidos de Harlan Coben e, para quem gosta desse gênero, é uma obra indispensável para se ter na estante.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

RESENHA: Legend - A verdade se tornará lenda

Editora: PRUMO
Autora: Marie Lu
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Este livro é uma das várias distopias que li ano passado. E não se parece com nenhuma outra que eu tenha lido. É por isso que gosto tanto desse tipo de história; geralmente elas se passam em um futuro distante, onde tudo é extremamente diferente do que estamos acostumados hoje. E cada livro distópico inventa um futuro totalmente diferente do outro.

Em Legend não é diferente. Os Estados Unidos agora é divido em República e as colônias, e os dois vivem em constante guerra. A história é toda ambientada na República e é contada pela visão de dois personagens - June e Day -, o que eu achei incrível! 

June é rica,  faz parte da elite da sociedade e é um prodígio militar com apenas quinze anos. Enquanto Day é de uma das cidades mais pobres e é o criminoso mais procurado da República. Suas vidas se cruzam quando o irmão de June é assassinado e Day é principal suspeito. Ela jura vingança e planeja capturá-lo. Ele tem que se esconder da República e ao mesmo tempo proteger sua família.

"Mas, em uma reviravolta incrível, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre as medidas extremas às quais o país recorre para proteger seus segredos." *

Esse livro se destaca pelas cenas de ação, pelos mistérios que cercam alguns acontecimentos estranhos e pelas pontadas de suspense. Também tem romance, é claro! Mas não considero que este seja o forte do livro; acredito que no segundo fique melhor. 

Uma das melhores coisas deste livro (como eu disse antes, achei incrível!) é ver toda a história através de duas pessoas distintas, que tem vidas tão complexas e diferentes. Deu para ter uma visão mais ampla de toda aquela sociedade e entender melhor cada personagem.

Agora preciso ler a continuação, Prodigy, que já está disponível nas livrarias!


* Trecho da sinopse do livro.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Resenha: Alma?


Editora: Valentina
Autora: Gail Carriger
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Alexia Tarabotti é uma preternatural – pessoa que nasce sem alma – curiosa, astuta e até um pouco irreverente. Ela vive em plena era vitoriana e tem que enfrentar uma série de atribuições sociais e confusões envolvendo vampiros e lobisomens centenários.

Os preternaturais têm o dom de tirar o sobrenatural de alguém com apenas um toque. E foi graças a esse dom que Srta. Tarabotti conseguiu matar um vampiro, sem querer, apenas com uma sombrinha.

A partir daí toda as complicações aumentam e um mistério invade o Departamento de Arquivos Sobrenatunais (DAS): vampiros sem nenhum conhecimento de etiqueta, como aquele que atacara Alexia, estão surgindo misteriosamente, enquanto outros estão sumindo. Lorde Maccon – um lobisomem rude e temperamental – é enviado para investigar o caso.

Alexia que é uma solteirona, filha de italiano e tem a aparência um pouco diferente do padrão de beleza imposto por aquela sociedade não vai deixar essa história de lado e também começa a fazer suas investigações. Porém nenhuma dessas características incomoda Lorde Maccon, pelo contrário, chama ainda mais a atenção do lobo alfa.


Esse steampunk mistura sobrenatural, mistério e um romance divertido. Adorei como a Gail Carriger misturou lobisomens, vampiros, fantasmas e os preternaturais com a sociedade comum, todos os seres convivem uns com os outros e têm suas regras de etiqueta para seguir e assim manter a ordem. Eles não tem que se esconder por serem tão incomuns. Cada personagem tem sua personalidade única e características bem definidas. O livro é muito bem escrito e fiquei querendo continuação! Agora tenho que correr atrás do segundo livro “Metamorfose?”. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Melhores de 2013!

FELIZ ANO NOVO LEITORES!



Faz um tempinho que não posto nada, mas com o natal, ano novo e aniversário da minha irmã tudo ficou mais corrido e enrolado. Eu trouxe aqui hoje os 10 livros que eu mais gostei em 2013! E tentei fazer uma lista com 5, mas uma lista com 10 já foi difícil, imagina com 5! A maioria dos livros da lista já tem resenha aqui no blog, e farei resenha dos outros em breve!

Perdida Livro da Carina Rissi, é um romance entre uma mulher moderna com um jovem rico de 1830. Impossível? Não mesmo! Não quando seu novo celular é um teletransporte. A história  é viciante e estou roendo as unhas aqui esperando pelo segundo! Carina agiliza ai pelamordejesus!

Anna e o Beijo Francês Esse foi o melhor romance adolescente que li esse ano! A histórias é muito verosímil e eu me vi completamente envolvida com o livro. É uma história sobre conflitos familiares, amizade, amor e Paris! Irresistível!

A Seleção A seleção foi a primeira distopia que li esse ano e a segunda da lista de leituras distópicas - li a trilogia de jogos vorazes primeiro. Essa é uma distopia mais ligth, os personagens sofrem menos e há uma ênfase maior no romance, ou melhor, triângulo amoroso. 

Contos de Meigan Não fiz resenha ainda mas recomendo muito esse livro para os fans de literatura fantástica. Meigan é um mundo totalmente diferente do nosso, onde os habitantes tem a habilidade de dominar os diversos mantares (água, fogo, terra, ar, e outros). Eles têm sua própria cultura e modo de organização social. Não vou falar muito
mais porque farei resenha explicando melhor! Nota 10!

O Lado Bom da Vida Esse livro está na lista por ser tão diferente de todos os outros, e justamente por isso ele é tão bom. Pat tem uma teoria: sua vida é um filme produzido por Deus. O livro é um diário desse homem com a mente perturbada. A cada página virada entendemos um pouquinho mais da vida e da mente dele. Divertido e perspicaz.

Divergente Descobri esse livro através do trailer do filme, e eu adoro ver adaptação de livros no cinema! Li correndo, e gostei bastante. Já li o segundo e - ALELUIA! - já está saindo o terceiro! Esse ano foi praticamente minha entrada no mundo das distopias. 

- Alma? Esse steampunk ambientado na era vitoriana mistura diversos seres sobrenaturais em uma mesma sociedade. O livro consegue colocar bem as particularidades de cada tipo de ser e ao mesmo tempo as relações entre eles. Há também o mistério e o romance pra deixar tudo ainda melhor!

A Arma Escarlate Esse foi um dos meus achados da Bienal do Rio! A aventura de um menino brasileiro nascido no favela que descobre que é bruxo e vai estudar na escola de bruxaria brasileira. Apesar de ser o mesmo mundo de Harry Potter, a história consegue ser original! Detalhe: Foi um dos poucos livros em que fiquei com raiva do personagem principal! Loucura, loucura, loucura!

O Duque e Eu Esse romance de época não podia faltar na lista. Uma mulher moderna para o seu tempo e um homem sedutor com traumas de infância fazem um acordo: ele finge que a corteja, para livrá-los dos compromissos e das pessoas irritantes que só pensam em casamento. Depois de algum tempo a farsa continua, porém o que eles sentem um pelo outro é totalmente diferente. 

- Procura-se um Marido E por último, mas não menos importante, o segundo livro da Carina Rissi. Ela é nossa rainha do chick lit, seus livros são bem humorados e os romances são contagiantes! Em Procura-se um Marido a personagem principal, Alicia, é uma mulher rica e mimada que se vê sozinha e sem dinheiro do dia pra noite. Ela se envolve em várias confusões e acaba conhecendo Max. Eles são o oposto um do outro, e assim é bem mais divertido! hahaha.


Eu ia falar sobre filmes também, mas tem uma lista considerável de filmes desse ano que passou que não tive tempo de ver, então vou deixar o post sobre os filmes para depois.

Espero que tenham gostado da minha lista! Se realmente gostaram é só comentar aqui embaixo, se não gostaram de alguma coisa comenta também! 









quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Resenha - Métrica

Editora: Galera Record
Autor: Colleen Hoover
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Estou com este livro na minha lista já tem um tempo, mas sabe quando você coloca na lista e não lembra o porquê, mas ele continua lá? Então há duas semanas o comprei, mas enrolei um pouco. E quando comecei a ler a primeira coisa que veio na minha cabeça foi: Como ainda não tinha lido esse livro!?

Métrica é o primeiro livro da trilogia de Colleen Hoover, publicado pela Galera Record, e é emocionante e repleto de poesia.

Layken, muito abalada pela morte repentina de seu pai há seis meses, que era o seu herói, tem que se mudar com a mãe e o irmão para o Michigan, graças a difícil situação financeira em que se encontram. Logo quando chegam seu irmão Kel, de 9 anos, faz amizade com o irmão do vizinho. Quando ela conhece o vizinho, Will Cooper sente uma grande conexão. Will faz com que Lake veja o mundo de uma nova maneira, um mundo cheio de poesia. 

A autora nos mergulha no mundo do Slam Poetry (Poesia e Performance), onde as pessoas sobem no palco e competem declamando suas poesias de forma intensa que nos deixa sem fôlego. O livro nos faz ver uma nova maneira de fazer poesia, e mesmo eu que não sou muito chegada à poesia gostei. O segundo livro “Pausa” já foi lançado no Brasil, ainda não li, mas estou muito curiosa.


Quando vi a resenha desse livro em um blog, tinha uns vídeos mostrando como é o Slam Poetry, e adorei ver. Aqui segue um dos vídeos: 


-Juliana Chagas.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Resenha - Anna e o Beijo Francês

Uma delícia e parece uma história real! Amei. Amei. Amei. 
Editora: Novo Conceito
Autor: Stephanie Perkins
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Anna e o Beijo Francês já faz sucesso há algum tempo, mas só o comprei na Bienal do livro desse ano. 

O livro é um romance adolescente, porém nada clichê. Anna é uma adolescente cheia de dúvidas e esperanças, inclusive quando o assunto é amor. Ao ser mandada para um colégio interno contra sua vontade, Anna se vê longe dos amigos, do talvez futuro namorado e da família. 

Entretanto não pense que a vida dela é um castigo, seu novo colégio fica em Paris! "A cidade luz! A cidade mais romântica do mundo!". Lá ela faz novos amigos, entre eles Étienne St. Clair, um garoto bonito e carismático, e desde o início ela sente atração por ele. Porém ele tem namorada e uma amiga também gosta dele. 

Com todos esses empecilhos entre ela e o atraente americano, meio francês, que cresceu em Londres St. Clair, eles acabam não ficando juntos logo de cara. Na verdade eles demoram bastante para enfim ficarem juntos, muitos conflitos acontecem primeiro. Em todo o decorrer da história acompanhamos tudo pela visão da Anna e junto com ela vivemos os mal entendidos, decisões erradas, brigas, e todas as frustrações adolescentes. Acabei me identificando um pouco com a Anna. hehe

Todos os personagens são únicos e espirituosos, cada um com sua personalidade bem definida, o que tornou a história mais verossímil e apaixonante! 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resenha - O Outro Lado da Memória

Autor: Beatriz Cortes
Editora: Novos Talentos
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No livro da Beatriz Cortes acompanhamos a vida e os pensamentos da Luíza, uma adolescente de dezoito anos que enfrenta os fantasmas de um passado não muito distante. Abalada com o trauma que viveu, a jovem bloqueia seus sentimos, cria uma barreira contra eles. Dizia a si mesma que não se iludiria com outro garoto novamente.

Porém um novo aluno aparece no colégio, Arthur Campos, e as coisas começam a mudar. No início Luíza o trata mal, pois achava que ele era só mais um idiota capitão do time de basquete. Por outro lado, ele não fazia ideia do por que ela agia assim com ele. Então um mal entendido acontece e os dois pegam detenção, ou seja, teriam que passar 1 hora a mais no colégio, juntos três vezes por semana por algumas semanas. Arthur aproveita o tempo para tentar mudar a impressão que Luíza tinha dele. E funcionou!

Enquanto um problema dela se resolvia (não estava de detenção com um idiota afinal), outro muito maior apareceu, ou melhor, reapareceu. Lucas, o causador de seus pesadelos estava de volta ao colégio. 

Beatriz conseguiu fazer a narrativa me prender do início ao fim. Comecei a ler o livro às 18h e só parei quando terminei às 1h da manhã! A mistura do drama com o romance foi bem equilibrada, mas fiquei um pouco preocupada com a última parte  (quando eles olham o álbum de fotos); acho que não precisava desse último detalhe (não vou especificar porque é spoiler).

Fiquei apaixonada por Arthur (mais um personagem pelo qual me apaixono hahaha). Ele me fez acreditar em príncipe encantado de novo! Talvez ele seja ainda melhor, como a própria Luíza tratou em dizer: 
"- Acho que o príncipe encantado perdeu pra você...

Os autores brasileiros estão arrasando! Mais um livro nacional que eu indico!






quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Resenha - A Arma Escarlate

Autor: Renata Ventura
Editora: Novo Século
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Essa resenha eu demorei mais a fazer porque foi um pouco complicado assimilar meus sentimentos com relação ao livro. Vou explicar!

O livro é baseado na história de Harry Potter da incrível J. K. Rowling. Na verdade as duas histórias acontecem em paralelo. A autora brasileira se perguntou: Como seria uma escola de bruxaria no Brasil? E assim começou a dar vida aos bruxos brasileiros.

Entre eles há nosso personagem principal Idá Aláàfin, que nasceu de dois Azêmolas (também conhecidos como mequetrefes ou trouxas) e cresceu na favela Santa Marta. Aos 13 anos, no meio de um tiroteio, recebe uma carta revelando que ele é um bruxo e a partir daí descobre um novo mundo.

“Sr. Idá Aláàfin Abiodum
Mui respeitosamente, venho convidá-lo a se unir ao corpo discente da excelentíssima escola bruxaria Notre Dame do Korkovado. (...)” *

Mas não se preocupem o livro não é uma cópia de Harry Potter (estava com medo que fosse antes de começar a ler). A Arma Escarlate consegue ser original apesar de ser baseado em uma fantasia já criada e que já está fixada em nossas mentes.  Renata Ventura traz uma escola de bruxaria nos padrões brasileiros, com a nossa cultura e folclore.

Hugo Escarlate – novo nome de Idá – é o oposto daqueles personagens bonzinhos que pensam sempre nos outros antes de si mesmo. Ele é teimoso, irresponsável e não aceita levar aforo pra casa. Mesmo assim ele faz amizade com os pixies (os personagens mais legais!). E com a ajuda deles consegue resolver muitos de seus problemas. Como por exemplo, lidar com o chefe do tráfico do morro Dona Marta que ameaça ele e sua mãe constantemente.

Entretanto, as soluções para os problemas só aparecem depois de ele fazer muita besteira, muita mesmo! É tanta burrada que acabei ficando com raiva dele em certo momento da história. E gostei disso (depois)! Ficar com raiva do principal é algo diferente do que estou acostumada.

Uma das coisas que gostei muito foram as sutis referências aos acontecimentos no Reino Unido, como a morte de Dumbledore, Voldemort tentando dominar a Europa, até sobre a própria J.K. Rowling.

Para os fãs de Harry Potter aconselho se desligar um pouco da narrativa da britânica; o livro da Renata também é uma aventura e também tem mistério, porém em um ritmo diferente. Comecei a ler esperando a mesma cadência da Rowling, para só depois perceber que a autora criou um ritmo próprio na narrativa. E isso não é ruim, apenas diferente!

Por último, parabenizo a Renata Ventura por seu incrível talento e coragem, por se aventurar nessa literatura que muitos de nós amamos! Particularmente, achei a ideia genial! 

Trecho do livro.
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